Quinta-feira, Novembro 27, 2003
 
Dois momentos na carreira de Leila Pinheiro

A cantora e compositora paraense Leila Pinheiro, em 85, a convite de César Camargo Mariano, participou do Festival dos Festivais, promovido pela Rede Globo, defendendo Verde, composição de Eduardo Gudin e José Carlos Costa Netto. Ela classificou-se em terceiro lugar e ganhou o Prêmio de Cantora Revelação. Ao longo de sua carreira, Leila sempre foi cuidadosa na escolha do repertório de seus álbuns, registrando preciosidades da nossa música.

Em 86, pela Polygram, lançou o álbum "Olho Nu", em que reuniu as canções Olho nu (Gilberto Gil), O fundo (João Donato e Caetano Veloso), Besame Mucho (Consuelo Velasquez), Verde (Gudin e Costa Netto), Podres poderes (Caetano), Um samba (João Donato e Gil), Becos (Leila Pinheiro e Liana Soares), O mar no Maracanã (Moacyr Luz e Aldir Blanc) com a música incidental Dora (Dorival Caymmi) e Todo amor que houver nessa vida (Frejat e Cazuza). O álbum trouxe ainda A vida corre, versão que Nelson Motta fez para a canção Anema e Core, de D'Exposito. Esse trabalho foi produzido por João Augusto e teve a direção musical de Leila Pinheiro e Wilson Jorge Nunes. Os arranjos foram feitos por Wilson J. Nunes, Leila Pinheiro e Roberto Menescal. O álbum contou ainda com as presenças de Ricardo Silveira, Téo Lima, Ênio Santos, Hélio Delmiro, Chacal, entre outros.

Leila, em 88, lançou o álbum "Alma", que incluiu as composições Besame (Flávio Venturini e Murilo Antunes), Tempo perdido (Renato Russo), Canção de amor (Guilherme Arantes e Costa Netto), Pra iluminar (Eduardo Gudin), Ânima (Zé Renato e Milton Nascimento), Estrela do norte (Eduardo Gudin e Costa Netto), Voz de mulher (Sueli Costa e Abel Silva), Abandono (Edu Lobo e Chico Buarque) e Meia-noite dupla (Leila Pinheiro e Costa Netto). Renato Correa assinou a produção desse trabalho, e os arranjos ficaram por conta de Leila Pinheiro, Tavito, Eduardo Souto Neto, Jota Moraes, Geraldo Vespar, Rafael Rabelo e Pau Brasil, composto por Nelson Ayres, Rodolfo Stroeter e Paulo Bellinati. Houve também as presenças de Wilson das Neves, Jurim Moreira, Ari Mendes, entre outros. O grupo Cor e Canto (Aline, Andréa, Cláudia, Luciana e Wayne), juntamente com Tavito e Ricardo Magno, fizeram vocais na canção Ânima.


Terça-feira, Novembro 25, 2003
 
Zé Luiz Mazziotti e Fatima Guedes no Bar do Tom

O Bar do Tom reuniu no palco, nos dias 21 e 22 de novembro, Zé Luiz Mazziotti e Fatima Guedes, dois importantes ícones da Música Popular Brasileira. No show, intitulado O rouxinol e a rosa, Zé Luiz, com sua voz aveludada e seu timbre grave inconfundível, nos emocionou ao interpretar canções consagradas de Chico Buarque, que fazem parte de seu mais novo Cd, dedicado a esse compositor. Ele nos brindou com Mulher, vou dizer quanto eu te amo, O velho Francisco, As vitrines, Ela desatinou, entre outras.

Dona de uma voz marcante e belíssima, Fatima é uma compositora brilhante. No show, relembrou alguns de seus clássicos, como Absinto, Faca, Minha Nossa Senhora, Muito intensa e Dois amores, em parceria com Djavan.

Em dueto com Zé Luiz, ela cantou as suas composições O rouxinol e a rosa, Tanto que aprendi de amor, Condenados, Flor-de-ir-embora e duas canções de Chico Buarque, Almanaque e Embarcação, composta por ele e Francis Hime. A dupla fez um supershow e, com certeza, todos que assistiram a esse espetáculo ficaram com um gostinho de quero mais.


Quinta-feira, Novembro 20, 2003
 
"Minha praia": novo Cd de Zé Renato

O cantor e compositor capixaba Zé Renato iniciou-se profissionalmente na música, participando de festivais. Integrou os grupos Cantares, Boca Livre, a Banda Zil e formou dupla com o cantor e compositor Cláudio Nucci, com o qual gravou o álbum "Pelo sim, pelo não". Dono de uma belíssima voz, Zé valoriza cada canção com interpretações primorosas. Lançou, este ano, o Cd "Minha Praia", minha mais nova aquisição. Seus parceiros nesse trabalho são Juka Filho (Moda), Paulo César Pinheiro (Andorinha), Capinam (Algum lugar) e Arnaldo Antunes (Insônia).

Esse álbum inclui ainda outras parcerias de Zé, em que faz releituras de canções que foram gravadas ao longo de sua carreira.

Fica melhor assim (com Xico Chaves) foi gravada inicialmente, em 84, em seu disco "Luz e Mistério".

Papo de Passarim (com Xico Chaves) e A hora e a vez (com Cláudio Nucci e Ronaldo Bastos) fazem parte do álbum "Pelo sim, pelo não", lançado em 85, no qual foram interpretadas em dueto com Cláudio Nucci. O grupo Boca Livre também registrou a canção A hora e a vez em seu Cd "Songboca".

Ânima, parceria com Milton Nascimento, ganhou belos registros no álbum, de 87, da Banda Zil e no "Songboca".

Toada (com Nucci e Juka Filho), grande sucesso do Boca Livre, foi gravada anteriormente pelo grupo Cantares. Em "Minha praia", essa canção ganhou introdução de A saudade mata a gente, de Antônio Almeida e João de Barro, na voz de Jards Macalé e violão de Guinga.

Na São Sebastião (com Lenine) foi gravada por Zé em seu Cd "Cabô", de 2000.

Esse novo trabalho de Zé Renato traz ainda as canções Não diga a minha residência (Bide e Marçal), Folhas no ar (Elton Medeiros e Hermínio Bello de Carvalho) e Só nós dois - Cadência (Juventino Maciel e Fausto Nilo). O Cd foi produzido por Zé Nogueira, e a direção artística ficou por conta de Olivia Hime. "Minha praia" contou com as presenças de Ricardo Silveira, Leandro Braga, Jurim Moreira, Jorge Helder, Marcos Nimrichter, Grupo Maogani, entre outros.


Domingo, Novembro 16, 2003
 
Claudia Telles e Paulinho Tapajós dividem o palco do Vinícius Bar

Fui conferir, nessa última sexta-feira, o show que Claudia Telles e Paulinho Tapajós vem apresentando de quinta a domingo, no Vinícius Bar. Os dois estavam bastante entrosados no palco e nos presentearam com um superespetáculo e clássicos da MPB, relembrando as composições consagradas de Paulinho e seus parceiros musicais, como Irmãos Coragem (com Nonato Buzar), Sapato velho (com Mu Carvalho e Cláudio Nucci), Andança (com Edmundo Souto e Danilo Caymmi), Coração poeta (com Nélson Cavaquinho), Cantiga por Luciana e Aguapé (com Edmundo Souto), entre outras.







O repertório incluiu ainda as canções Chega de saudade, Só danço samba, Garota de Ipanema, Você e eu, Consolação, Berimbau e Canto de Ossanha, que Claudia registrou lindamente em seu álbum, dedicado a Vinícius Moraes, como também o pout-pourri Corcovado, Rio, Você e Samba do avião, gravado no Cd "Por causa de você", em que homenageia a sua mãe, a cantora Sylvinha Telles. Além dessas, ela interpreta as canções Pra que chorar, Água de beber e Nanã, que fazem parte de seu novo trabalho, o Cd "Sambas e Bossas". Claudia e Paulinho foram acompanhados pelo violonista Marcello Lessa e pelo percussionista Don Chacal. Ao final do espetáculo, os cantores e compositores Tavito e Zé Rodrix, que lá estavam, deram uma canja, apresentando o clássico Casa no campo. Esse show é imperdível e merece ser conferido. Estará em cartaz até dia 29 deste mês.


Terça-feira, Novembro 11, 2003
 
O primeiro álbum de Zizi Possi e suas participações

A cantora paulista Zizi Possi, a meu ver, é uma das grandes intérpretes da Música Popular Brasileira. Sua participação em 78, no álbum de Chico Buarque, cantando com ele a canção Pedaço de mim, lhe rendeu elogios da crítica e foi o seu primeiro sucesso.

Nesse mesmo ano, lançou "Flor do mal", seu primeiro disco, que incluiu as canções Demônio de Guarda (Ivan Lins e Vitor Martins), Flor do mal e Memórias (Aécio Flávio e Tibério Gaspar), Até não mais (Kledir Ramil), Jura secreta (Sueli Costa e Abel Silva), Irmão Sol, Irmã Lua (Aécio Flávio e Léo Vitor), Vida noturna (João Bosco e Aldir Blanc), Um toque de amor (Guilherme Lamounier), Magia (Roberto Menescal e Livi), Sim foi você (Caetano Veloso), Meu pobre blues (Sérgio Sampaio) e Cão sem dono (Sueli Costa e Paulo César Pinheiro). Esse álbum, relançado em Cd, foi produzido e dirigido por Luiz Roberto e contou com as participações dos músicos Roberto Menescal, Sivuca, Paulinho Vieira, Jotinha, Luizão, Helvius, entre outros. Os arranjos ficaram a cargo de Marcos de Castro, Roberto Menescal, Jotinha, Luiz Roberto e o conjunto Superbacana.

Ela participou também dos Songbooks Chico Buarque (Com açúcar, com afeto), Edu Lobo (Meia-noite) e Gilberto Gil (Copo vazio). Zizi marcou presença ainda nos álbuns "O grande circo místico" (O circo místico), Dança da meia lua (Sol e chuva), "Alma de borracha", de Beto Guedes (Objetos luminosos), entre outros.


Quinta-feira, Novembro 06, 2003
 
Carol Saboya canta Tom Jobim

A cantora carioca Carol Saboya, filha do compositor Antônio Adolfo, iniciou sua carreira solo em 98, com o álbum "Dança da voz", que lhe rendeu o prêmio Sharp de cantora revelação da MPB.

A convite de Almir Chediak, Carol gravou em 99, acompanhada pelo violonista e guitarrista mineiro Nelson Faria, o Cd "Janelas abertas", dedicado à obra de Tom Jobim. O álbum nos brinda com belas interpretações intimistas e reúne canções consagradas, como Ana Luiza, Chansong, Fotografia, Espelho das águas, Meninos, eu vi (com Chico Buarque), Estrada do sol (com Dolores Duran), Canção em modo menor, Estrada branca, Sem você, Janelas abertas e Chora coração (com Vinícius de Moraes), Caminhos cruzados e Foi a noite (com Newton Mendonça) e Bonita (com Ray Gilbert).

Carol participou dos álbuns "Cristalina", de Antônio Adolfo, "Brasileiro", de Sergio Mendes, Songbook Chico Buarque, "Aldir Blanc - 50 anos", entre outros.


Terça-feira, Novembro 04, 2003
 
Cida Moreyra canta Chico Buarque

Cantora e pianista paulista, Cida Moreyra deu início a sua carreira artística na década de 70, atuando em peças teatrais e musicais. Lançou, em 81, "Summertime", seu primeiro álbum, gravado ao vivo, contendo a canção-título (G. Gerswin e D. Heyward), Gota de sangue (Ângela RoRo), Vapor barato (Jards Macalé e Waly Salomão), Geni e o Zepelin (Chico Buarque), entre outras.

Com interpretações teatrais, Cida reuniu em seu Cd, lançado em 93, canções consagradas de Chico Buarque, fazendo-lhe uma belíssima homenagem. O álbum incluiu as composições Morte e vida Severina, Estação derradeira, Geni e o Zepelin, Soneto, Suburbano coração, Mar e lua, Morro Dois Irmãos, A voz do dono e o dono da voz, Bom tempo, Gota d'água, Palavra de mulher, O malandro (Kurt Weill e Bertolt Brecht - versão livre de Chico Buarque), Todo o sentimento (com Cristóvão Bastos), Choro bandido, Beatriz e Valsa brasileira (com Edu Lobo), Angélica (com Miltinho), Tatuagem (com Ruy Guerra) e Valsinha (com Vinícius de Moraes). Esse trabalho foi produzido por Cida Moreyra e Mario Aratanha, e Gil Reyes assina a direção musical e os arranjos, exceto de Tatuagem, que ficou por conta de Fábio Tagliaferri. Há ainda as presenças de Sérgio Chica, Lincoln Antonio, Toninho Ferragutti, Mario Manga e Mauro Continentino.


Sábado, Novembro 01, 2003
 
Dois grandes momentos na carreira de Ney Matogrosso

Por intermédio de sua amiga, a cantora e compositora Luli, o cantor Ney Matogrosso foi apresentado a João Ricardo, que o convidou para fazer parte do grupo Secos & Molhados, que estreou profissionalmente em 73. Quem não se lembra das canções O vira e Fala (João Ricardo e Luli), Sangue latino (João Ricardo e Paulinho Mendonça), Rosa de Hiroshima (Gerson Conrad e Vinícius de Moraes), entre outras. O grupo foi sucesso de público e crítica e lançou dois discos pela gravadora Continental, desfazendo-se em 74.

Com sua voz aguda e interpretações teatrais, ao longo de sua carreira, Ney fez belíssimos registros de clássicos da MPB e, neste post, abordarei dois de seus trabalhos.

Em 96, pela Polygram, lançou "Um brasileiro", álbum em que interpreta o genial Chico Buarque. O repertório inclui algumas pérolas de Chico, como Construção, Mil perdões, Soneto, Roda viva, Corrente, Bom conselho, Partido alto, Homenagem ao malandro, Até ao fim, Almanaque, Acalanto pra Helena, A banda Moto-contínuo (com Edu Lobo), Cala a boca, Bárbara e Não existe pecado ao sul do Equador (com Ruy Guerra) e Valsinha (com Vinícius de Moraes). Há ainda Minha história, versão que Chico fez, em 1970, de Gesubambino (Dalla e Pallotino). Esse trabalho conta com a participação especial de Chico na faixa Até o fim; e, com as presenças de Leandro Braga (arranjos e piano), Wilson das Neves (bateria), Bruce Henry (baixo acústico e elétrico), Ricardo Silveira (guitarra e violão), Zero (percussão), Zé Nogueira (sax), entre outros.

Em "Ney Matogrosso interpreta Cartola", de 2002, ele fez uma belíssima homenagem a esse compositor, reunindo os clássicos Cordas de aço, As rosas não falam, Acontece, Tive sim, O mundo é um moinho, Ensaboa, Desfigurado, Sim (com Martins), Corra e olhe o céu (com Dalmo Castello), O sol nascerá - A sorrir e Peito vazio (com Elton Medeiros. Ricardo Silveira participa como violonista e assina os arranjos, e a direção musical ficou a cargo de João Mário Linhares e Zé Nogueira. Há ainda as presenças de Marcello Gonçalves (violão de 7 cordas), Jorge Helder (baixo), Zero (percussão), entre outros.